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Selic cai para 13,75%: o que muda para quem investe?

 

Casal planejando investimentos de longo prazo diante das mudanças na Selic

Na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano.

Para quem acompanha o mundo dos investimentos, uma notícia como essa chama atenção. Afinal, a Selic influencia diversas aplicações financeiras e também pode interferir no comportamento de outros investimentos.

Mas, para nós, a primeira pergunta não é simplesmente: “Onde investir agora que a Selic caiu?”

A pergunta que fazemos é outra:

O que essa mudança significa para o nosso projeto de longo prazo?

E essa diferença de pensamento é importante.

A Selic caiu. E agora?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Quando ela muda, suas consequências podem aparecer em diferentes partes da economia, incluindo crédito, renda fixa e mercado de investimentos.

Com a Selic em 13,75%, algumas aplicações de renda fixa continuam oferecendo uma remuneração interessante, embora seja importante lembrar que a rentabilidade de cada investimento depende de suas características, do prazo, da liquidez, dos impostos e das condições contratadas.

Para nós, porém, uma mudança de 0,25 ponto percentual não é motivo suficiente para mudar todo o planejamento.

Isso porque nosso objetivo nunca foi montar uma carteira pensando apenas no rendimento de um determinado momento.

Estamos construindo uma carteira pensando nos próximos anos.

Quando começamos a investir, sabíamos que o cenário iria mudar

Quando começamos nossa jornada de investimentos, em 2024, uma das coisas que aprendemos foi que o mercado não fica parado.

As taxas mudam.

A economia muda.

A inflação muda.

As empresas passam por momentos diferentes.

A Bolsa sobe e desce.

E decisões econômicas podem alterar o cenário de um mês para o outro.

Por isso, entendemos que não faria sentido construir nosso planejamento acreditando que conseguiríamos prever tudo o que aconteceria pela frente.

Em vez disso, começamos a pensar em algo que estava mais ao nosso alcance: como construir uma carteira que faça sentido para os nossos objetivos e que possa atravessar diferentes cenários?

E quando a Bolsa cai?

Essa talvez seja uma das maiores mudanças na nossa forma de enxergar os investimentos.

Quando começamos a investir em renda variável, sabíamos que teríamos de conviver com a volatilidade.

Não existe investimento em Bolsa sem oscilações.

Em alguns períodos, os preços sobem. Em outros, caem bastante.

E uma queda pode trazer desconforto, principalmente quando vemos o valor da nossa carteira diminuindo na tela.

Mas foi justamente por saber disso que entendemos que investir em ações não poderia ser uma decisão baseada apenas no que está acontecendo hoje.

Precisávamos olhar para além da cotação.

O que realmente analisamos em uma empresa

Quando decidimos investir em ações pensando no longo prazo, começamos a prestar mais atenção na própria empresa.

Não queremos simplesmente comprar uma ação porque ela subiu ou porque alguém falou que ela pode valorizar.

Queremos entender a nossa tese de investimento.

O que essa empresa faz para ganhar dinheiro?

Como funciona o seu negócio?

Ela consegue gerar resultados ao longo do tempo?

Como se protege diante de períodos difíceis?

Como está preparada para enfrentar diferentes cenários econômicos?

Também pensamos em uma questão que consideramos importante:

Essa empresa tem condições de atravessar períodos de queda do mercado, mudanças econômicas e diferentes governos, independentemente do espectro político?

É claro que não existe empresa invulnerável e ninguém consegue prever o futuro.

Mas estudar o negócio, entender como ele funciona e acompanhar seus resultados nos ajuda a tomar decisões mais conscientes sobre aquilo que estamos fazendo.

Não podemos controlar o mercado, mas podemos cuidar da nossa carteira

Essa é uma das coisas que mais aprendemos durante nossa jornada.

Não temos como controlar a Selic.

Não temos como controlar a Bolsa.

Não sabemos quando haverá uma crise econômica.

Não sabemos quando uma empresa enfrentará dificuldades.

Também não sabemos qual será o cenário econômico daqui a cinco ou dez anos.

Mas podemos decidir como vamos organizar nossa carteira.

Podemos diversificar.

Podemos manter uma reserva de emergência.

Podemos evitar investir dinheiro que será necessário no curto prazo.

Podemos estudar antes de investir.

Podemos acompanhar as empresas das quais somos sócios.

E podemos manter nosso planejamento mesmo quando o mercado estiver passando por um período difícil.

É por isso que pensamos no longo prazo

Quando começamos a investir, nosso objetivo não era ganhar dinheiro rapidamente.

Nosso objetivo é construir, aos poucos, uma estrutura financeira que possa nos proporcionar mais tranquilidade no futuro.

Por isso, uma queda da Bolsa não muda automaticamente nossa estratégia.

Da mesma forma, uma alta da Bolsa também não significa que precisamos mudar tudo.

Independentemente do que esteja acontecendo, sabemos que os investimentos são voláteis.

Quando decidimos investir em Bolsa pensando no longo prazo, entendemos que o que realmente podemos fazer é continuar acompanhando a nossa tese de investimento.

Queremos entender o que a empresa faz para ganhar dinheiro, como ela se protege, como enfrenta períodos difíceis e se possui um modelo de negócio que possa atravessar diferentes cenários.

Também pensamos em como proteger a nossa própria carteira para passar por diferentes crises.

E é justamente por isso que não investimos pensando no curto prazo.

Investimos pensando no longo prazo.

Assim, seja em um momento de baixa ou de alta, procuramos continuar caminhando na direção do nosso projeto.

A queda da Selic muda alguma coisa para nós?

Muda o cenário, mas não muda o nosso objetivo.

A queda da Selic pode influenciar a rentabilidade de investimentos ligados aos juros e também pode alterar o comportamento de diferentes classes de ativos.

Mas não acreditamos que cada mudança na taxa básica de juros precise provocar uma mudança completa na nossa carteira.

Nosso planejamento é maior do que uma decisão do Copom.

A ideia é construir uma carteira diversificada, acompanhar os investimentos e fazer os ajustes necessários quando houver motivos para isso — e não simplesmente porque uma notícia apareceu.

Isso também significa aceitar que nem todos os investimentos terão o mesmo desempenho ao mesmo tempo.

Em determinados períodos, a renda fixa pode estar mais atrativa.

Em outros, a Bolsa pode passar por uma fase de queda.

Em outros momentos, determinados setores podem apresentar resultados diferentes.

É justamente aí que a diversificação ganha importância dentro do nosso planejamento.

Não estamos tentando acertar o próximo movimento do mercado

Talvez essa seja uma das principais lições que estamos levando dessa jornada.

No começo, é fácil olhar para uma notícia como “Selic caiu para 13,75%” e pensar imediatamente:

“O que eu deveria comprar agora?”

Com o tempo, começamos a fazer uma pergunta diferente:

“Meu planejamento está preparado para continuar mesmo se o cenário mudar?”

Para nós, essa pergunta faz mais sentido.

Porque não sabemos qual será a próxima decisão do Banco Central.

Não sabemos se a Bolsa vai subir ou cair.

Não sabemos como estará a economia daqui a alguns anos.

Mas sabemos qual é o nosso objetivo.

Queremos continuar construindo nosso patrimônio, com responsabilidade, diversificação e visão de longo prazo.

Nosso projeto continua

A Selic caiu para 13,75%, mas nosso projeto não mudou.

Continuamos investindo de acordo com nossa realidade financeira, acompanhando nossas escolhas e procurando aprender cada vez mais.

A nossa carteira não foi construída para funcionar apenas quando os juros estão altos ou quando a Bolsa está subindo.

Ela está sendo construída para atravessar diferentes momentos.

Afinal, quando pensamos em investir para os próximos dez anos, não podemos tomar decisões olhando somente para os próximos dez dias.

Mercados sobem e descem. Taxas mudam. Cenários econômicos mudam. Governos mudam.

O que procuramos manter é o nosso propósito.

Queremos chegar aos próximos anos com uma vida financeira mais organizada e com um patrimônio que possa complementar nossa renda e nos proporcionar mais tranquilidade.

Por isso, continuamos.

Com a Selic em alta ou em queda.

Com a Bolsa em alta ou em baixa.

Sempre olhando para o nosso projeto de longo prazo.

Uma observação importante

Este artigo conta a nossa experiência e a nossa forma de pensar sobre investimentos. Não se trata de indicação ou recomendação de investimentos.

Cada pessoa ou família precisa considerar sua própria realidade financeira, seus objetivos, seu prazo e sua tolerância aos riscos antes de tomar decisões.

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