Não é preciso ter muito dinheiro para começar a investir aos
50 anos — é preciso começar.
Durante muito tempo, nós também pensamos que investir era coisa para quem tinha dinheiro sobrando no fim do mês.
Quando se fala em
investimentos, é comum imaginar que é preciso ter milhares de reais
disponíveis, conhecer muitos termos complicados ou já ter uma vida financeira
perfeitamente organizada.
Mas a nossa experiência mostrou outra coisa.
Quando começamos a olhar com mais atenção para nossas
finanças, percebemos que o primeiro passo não era encontrar uma grande quantia
de dinheiro para investir. Era aprender a organizar melhor o dinheiro que já
passava pelas nossas mãos.
E foi aí que começamos a mudar nossa forma de pensar sobre
investimentos.
O mito do "dinheiro de sobra"
Durante anos acreditamos que investir era para quem tinha
dinheiro sobrando no final do mês.
Para nós, sobrava pouco ou quase nada.
E talvez essa seja a realidade de muitas pessoas que chegam
aos 50 anos. Temos contas, casa, alimentação, planos, imprevistos e muitas vezes
também filhos ou outras responsabilidades.
Então vem aquela pergunta:
“Se eu mal consigo fazer o dinheiro chegar até o fim do mês,
como vou conseguir investir?”
Nós também fizemos essa pergunta.
O problema é que, quando esperamos sobrar dinheiro para começar
a investir, podemos acabar esperando indefinidamente.
Foi justamente quando percebemos isso que começamos a
enxergar o investimento de outra maneira.
Você não precisa de muito dinheiro — precisa começar
Uma das coisas que aprendemos foi que o primeiro
investimento não precisa ser grande.
Dependendo do investimento escolhido e das condições
oferecidas pela instituição financeira, é possível começar com valores
relativamente pequenos.
No nosso caso, o mais importante no começo não foi o tamanho do valor investido. Foi criar o hábito.
Investir R$ 50 ou R$ 100 por mês pode parecer pouco quando
olhamos apenas para o valor. Mas existe uma diferença enorme entre investir
pouco todos os meses e simplesmente não investir porque estamos esperando ter
mais dinheiro.
O primeiro caminho cria disciplina.O segundo pode fazer com que os anos passem sem que nada seja construído.
E, aos 50 anos, percebemos que o tempo também precisa entrar
nessa conta.
O hábito vale mais do que o valor inicial
Quando começamos a investir com regularidade, mesmo com
valores pequenos, uma coisa interessante aconteceu.
Começamos a prestar mais atenção ao nosso próprio dinheiro.
Passamos a pensar melhor antes de gastar, observar despesas
que poderiam ser reduzidas e procurar maneiras de organizar melhor as contas.
O investimento acabou nos ensinando também a cuidar melhor
do dinheiro que ainda não estava sendo investido.
Foi assim que percebemos que investir não começa
necessariamente na escolha de um CDB, do Tesouro Direto ou de outro investimento.
Investir começa com uma mudança de comportamento. Primeiro aprendemos a organizar. Depois começamos a investir. E, com o tempo, procuramos aumentar os valores.
Começar com pouco não significa ficar investindo pouco para sempre
Esse ponto também é importante.
Começar com R$ 50 ou R$ 100 por mês não significa que esse será o valor para sempre. Pelo contrário.
A ideia é começar com um valor que realmente caiba no orçamento e, conforme a situação financeira melhora, aumentar os aportes. Foi isso que procuramos fazer.
No começo, investimos valores que não fariam falta para
pagar as despesas do mês. Depois, conforme fomos identificando gastos
desnecessários, renegociando algumas contas e organizando melhor nosso
orçamento, conseguimos aumentar gradualmente o valor destinado aos
investimentos.
É uma construção. Pequeno hoje. Um pouco maior amanhã. E assim por diante.
Quanto devo investir por mês aos 50 anos?
Essa é uma pergunta que parece simples, mas não existe um
valor igual para todo mundo.
Uma pessoa pode conseguir investir R$ 100 por mês. Outra pode investir R$ 500. Outra talvez consiga começar com R$ 1.000.
O mais importante é que o valor seja compatível com a
realidade financeira de cada pessoa.
Não adianta definir uma quantia muito alta apenas porque
queremos acelerar o patrimônio e depois precisar retirar o dinheiro para pagar
uma conta.
Para nós, fez mais sentido estabelecer um valor possível e
manter a regularidade.
Depois, quando conseguimos melhorar o orçamento, aumentamos
os aportes.
A constância é mais importante do que começar tentando fazer
tudo de uma vez.
E se eu só puder investir R$ 50 ou R$ 100?
Se esse é o valor que cabe no seu orçamento hoje, ele pode
ser um ponto de partida.
O importante é entender que o objetivo não é transformar R$ 50 em uma fortuna rapidamente. Não existe mágica.
O objetivo é começar a construir o hábito de investir e
aprender a lidar melhor com o próprio dinheiro.
Com o passar do tempo, você pode aumentar esse valor
conforme sua renda, suas despesas e sua organização financeira permitirem.
É melhor começar pequeno e aprender no caminho do que
esperar durante anos por uma situação financeira perfeita.
Nós aprendemos isso na prática.
O que fazer antes de começar a investir?
Existe, porém, uma diferença importante entre começar
pequeno e começar de qualquer maneira.
Antes de investir, é importante conhecer a própria situação
financeira.
Algumas perguntas podem ajudar:
- Quanto entra por mês?
- Quanto realmente sai?
- Tenho dívidas que precisam ser priorizadas?
- Tenho uma reserva para situações inesperadas?
- Quanto consigo investir sem comprometer minhas despesas?
Essas perguntas parecem básicas, mas fizeram muita diferença
para nós.
Afinal, não faz sentido colocar dinheiro em um investimento
e depois precisar resgatá-lo porque faltou dinheiro para uma despesa essencial.
Por isso, organização financeira e investimentos precisam
caminhar juntos.
Não use o dinheiro das contas para investir
Esse foi um aprendizado importante para nós.
O dinheiro destinado às despesas essenciais não deve ser
confundido com dinheiro disponível para investir.
Se você precisa daquele valor para pagar aluguel,
alimentação, contas de casa ou outras despesas importantes, ele não é dinheiro
disponível para investimento.
Da mesma forma, a reserva financeira para emergências tem
uma função diferente dos investimentos destinados a objetivos de médio e longo
prazo.
Cada dinheiro precisa ter uma finalidade.
Quando começamos a entender isso, nossa relação com os
investimentos ficou muito mais tranquila.
Aos 50 anos ainda vale a pena começar?
Essa talvez seja uma das maiores dúvidas de quem chega aos
50 anos.
“Será que eu já não estou atrasado?”
Nós mesmos já pensamos nisso.
É verdade que começar mais cedo oferece mais tempo para os investimentos trabalharem. Mas isso não significa que começar aos 50 anos não faça sentido. Pelo contrário.
Aos 50, ainda podemos ter muitos anos pela frente para
organizar as finanças, construir patrimônio e melhorar nossa preparação para o
futuro.
O que muda é que precisamos ter mais clareza sobre nossos
objetivos, prazos e capacidade de investimento.
Não estamos tentando recuperar décadas em poucos anos.
Estamos tentando fazer o melhor possível com o tempo e os
recursos que temos hoje.
Essa mudança de pensamento foi importante para nós. O tempo passa de qualquer maneira
Dez anos podem parecer muito quando olhamos para frente. Mas também sabemos que dez anos passam.
A diferença é que, daqui a dez anos, podemos olhar para trás
e perceber que começamos a construir alguma coisa ou descobrir que continuamos
adiando.
Foi por isso que decidimos começar. Não porque tínhamos muito dinheiro. Não porque sabíamos tudo sobre investimentos. E muito menos porque acreditávamos que seria fácil.
Começamos porque percebemos que esperar a situação perfeita
poderia significar esperar para sempre.
Comece com o que cabe na sua realidade
Se você chegou aos 50 anos e ainda não começou a investir,
não precisa se sentir culpado pelo tempo que passou.
Nós também olhamos para trás e pensamos no que poderíamos
ter feito diferente.
Mas ficar preso ao passado não muda o futuro.
O que podemos fazer é começar a partir de agora.
Talvez sejam R$ 50. Talvez R$ 100. Talvez um valor maior.
O número inicial é importante, mas não é a única coisa que
importa.
O mais importante é criar um plano que você consiga manter.
Escolha um valor que não comprometa suas despesas, defina
uma data para investir todos os meses e acompanhe sua evolução.
Com o tempo, procure aumentar os aportes conforme sua vida
financeira permitir.
Foi assim que começamos a transformar uma ideia em um
projeto.
E é justamente esse projeto que estamos compartilhando aqui
no Casal 50+ Investimentos.
Para nós, investir aos 50 é começar a cuidar do futuro
Hoje enxergamos o investimento de uma maneira diferente.
Não é simplesmente guardar dinheiro.
É tomar uma decisão consciente sobre o que queremos fazer
com uma parte da nossa renda hoje para tentar construir mais tranquilidade
financeira no futuro.
Ainda temos muito a aprender. Ainda estamos no caminho.
Mas uma coisa já entendemos: não precisamos esperar ter muito dinheiro para começar. Precisamos começar com o que temos, aprender e melhorar aos poucos.
Se você está chegando aos 50 anos e pensando em começar a
investir, talvez o primeiro passo não seja procurar o investimento perfeito.
Talvez seja simplesmente olhar para suas finanças, escolher
um valor possível e dar o primeiro passo.
Porque esperar ter muito dinheiro pode fazer você perder justamente aquilo que não consegue recuperar: tempo.
Importante: este artigo tem caráter educativo e
representa a nossa experiência e os nossos aprendizados. Não constitui
recomendação de investimento. Antes de investir, considere seus objetivos,
prazo, necessidade de liquidez e tolerância a riscos.

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