Quando começamos a pensar mais seriamente no futuro financeiro, imaginávamos que seria importante aprender sobre os investimentos, organizar nossas finanças e fazer aportes regularmente.
Com o tempo, percebemos que existe outro desafio tão importante quanto escolher onde investir: saber como continuar seguindo o planejamento quando o mercado fica cheio de incertezas.
E é justamente isso que estamos vivendo em alguns momentos.
Notícias econômicas, mudanças no mercado, períodos de queda na bolsa e tantas outras situações podem fazer o investidor questionar suas escolhas.
Nessas horas, uma coisa tem ficado cada vez mais clara para nós: quando temos um objetivo de longo prazo, precisamos ter um planejamento que considere também os períodos difíceis.
Afinal, não podemos controlar o mercado. Mas podemos controlar a maneira como organizamos nossos investimentos e como reagimos às oscilações.
O mercado não estará tranquilo todos os dias
Quem começa a investir pode imaginar que, depois de escolher bons investimentos, basta acompanhar o crescimento do patrimônio.
Na prática, não é tão simples.
Os mercados passam por períodos de valorização, mas também enfrentam quedas, incertezas e momentos em que é difícil saber o que vai acontecer.
Para quem possui investimentos de renda variável, essas oscilações fazem parte da jornada.
E foi acompanhando essas variações que começamos a entender uma coisa importante: não podemos construir um planejamento pensando apenas nos momentos em que tudo está indo bem.
Precisamos pensar também em como vamos agir quando as coisas não estiverem tão tranquilas.
Nosso objetivo não é para amanhã
Uma das coisas que nos ajuda a manter a calma é lembrar por que começamos a investir.
Nosso objetivo não é ganhar dinheiro rapidamente.
Começamos a investir pensando no futuro e, principalmente, em chegar aos 60 anos com uma situação financeira mais tranquila.
Temos um horizonte de vários anos pela frente.
Isso muda a maneira como enxergamos uma queda que acontece hoje.
Uma oscilação no mercado pode ser desconfortável, mas não significa necessariamente que nosso planejamento de longo prazo deixou de fazer sentido.
É claro que isso não significa ignorar os investimentos ou simplesmente deixar tudo de lado.
Continuamos acompanhando, estudando e avaliando nossa carteira.
Mas tentamos não tomar decisões importantes apenas porque o mercado passou por alguns dias difíceis.
Longo prazo exige planejamento
Para nós, investir pensando no longo prazo significa muito mais do que simplesmente esperar o tempo passar.
Significa ter um objetivo, saber quanto conseguimos investir, conhecer os investimentos que fazem parte da nossa carteira e entender que haverá períodos melhores e outros mais difíceis.
Se nosso objetivo está daqui a vários anos, não podemos deixar que uma semana ruim no mercado determine todo o nosso planejamento.
Essa é uma das ideias que mais temos levado conosco nessa caminhada.
Quando começamos a investir de maneira mais organizada, em novembro de 2024, ainda tínhamos muito a aprender.
Hoje continuamos aprendendo, mas já conseguimos olhar para algumas situações com mais tranquilidade.
A diversificação faz parte do nosso planejamento
Uma das decisões que tomamos ao longo dessa caminhada foi diversificar nossos investimentos.
Hoje temos CDB, Tesouro Direto, fundos imobiliários, ações, ETFs e um pouco de Bitcoin.
Não estamos dizendo que essa combinação seja adequada para todas as pessoas.
Ela representa a nossa experiência e as escolhas que fizemos depois de estudar e conhecer melhor cada tipo de investimento.
Para nós, a diversificação faz sentido porque não queremos depender do comportamento de uma única classe de investimento.
Quando determinado mercado passa por um período de queda, os demais investimentos podem apresentar comportamentos diferentes.
Isso não elimina o risco e também não impede que nossa carteira tenha oscilações.
Mas, na nossa experiência, ajuda a trazer um pouco mais de equilíbrio.
E isso se tornou especialmente importante quando passamos por períodos de maior volatilidade.
O que fazemos quando o mercado fica turbulento?
Essa é uma pergunta que também precisamos responder para nós mesmos.
Quando aparecem notícias negativas ou percebemos grandes oscilações, nossa primeira reação não é sair mudando tudo.
Procuramos entender o que está acontecendo.
Continuamos estudando os investimentos que temos e acompanhando nossa carteira.
Também observamos as oportunidades que podem surgir, sempre considerando nossa realidade financeira.
Nossos aportes não são necessariamente iguais em todos os meses. Dependendo do momento e das oportunidades que encontramos, podemos direcionar os novos recursos de maneiras diferentes.
Mas existe algo que não queremos fazer: tomar decisões por impulso.
Não precisamos acertar o melhor momento
Uma das maiores dificuldades para quem investe pode ser a vontade de acertar exatamente o momento de comprar ou vender.
Nós também já pensamos sobre isso.
Mas, com o tempo, percebemos que tentar prever todos os movimentos do mercado pode deixar o processo muito mais complicado.
O futuro é incerto.
Não sabemos quando uma queda vai terminar, quando determinado mercado vai subir novamente ou qual investimento terá o melhor desempenho nos próximos anos.
Por isso, preferimos concentrar nossa atenção naquilo que conseguimos controlar:
- nossa organização financeira;
- o valor que conseguimos investir;
- o conhecimento sobre os investimentos;
- a diversificação da carteira;
- nossos objetivos;
- e a disciplina para continuar o planejamento.
Planejar não significa ter certeza sobre o futuro
Essa foi outra lição importante para nós.
Quando fazemos um planejamento financeiro, não estamos dizendo que sabemos exatamente o que acontecerá daqui a cinco ou dez anos.
Muito pelo contrário.
Sabemos que muita coisa pode mudar.
Nossa renda pode mudar. Nossos gastos podem mudar. A economia pode mudar. Os investimentos podem passar por períodos diferentes.
Por isso, entendemos que um planejamento precisa permitir ajustes.
Planejar é criar uma direção, não prever o futuro.
Essa diferença nos ajuda a olhar para os investimentos de uma maneira mais tranquila.
O que aprendemos com as quedas do mercado
Depois de acompanhar algumas das variações da bolsa e dos investimentos, percebemos que as quedas também fazem parte do aprendizado.
No início, é natural olhar para uma carteira que está caindo e sentir preocupação.
Afinal, estamos falando do nosso dinheiro.
Mas, conforme adquirimos mais conhecimento, começamos a entender melhor que uma oscilação de curto prazo não necessariamente muda nossos objetivos de longo prazo.
Isso não quer dizer que toda queda deva ser ignorada.
É importante acompanhar os investimentos e entender se os motivos pelos quais escolhemos determinado ativo continuam fazendo sentido.
Mas existe uma diferença entre avaliar racionalmente uma decisão e simplesmente reagir ao medo.
Essa diferença é algo que continuamos aprendendo.
Nosso plano continua sendo chegar aos 60 com mais tranquilidade
Hoje, quando olhamos para nossos investimentos, pensamos muito mais no caminho que estamos construindo do que nas oscilações de um único dia.
Nosso objetivo continua sendo chegar aos 60 anos com um patrimônio que possa contribuir para uma aposentadoria mais tranquila e complementar nossa renda no futuro.
Não sabemos exatamente quanto teremos até lá.
Também não sabemos como estarão os mercados.
Mas sabemos que podemos continuar fazendo a nossa parte.
Investir quando for possível, estudar, acompanhar nossa carteira, diversificar e manter o foco no objetivo.
O longo prazo não elimina as incertezas
Uma coisa que precisamos deixar clara é que investir pensando no longo prazo não significa que teremos garantia de bons resultados.
Também não significa que todos os investimentos serão positivos durante todo o período.
O longo prazo simplesmente faz parte da maneira como estamos planejando nossos objetivos.
Mesmo assim, precisamos considerar os riscos e estar preparados para os momentos de maior volatilidade.
Para nós, o planejamento serve justamente para isso: ajudar a manter uma direção mesmo quando o caminho fica mais difícil.
Não podemos controlar o mercado, mas podemos controlar nossas escolhas
Essa talvez seja a principal conclusão que tiramos até agora.
Não conseguimos controlar a economia.
Não conseguimos controlar a bolsa.
Não sabemos quais serão as próximas notícias.
Também não conseguimos prever exatamente o que acontecerá com cada investimento.
Mas podemos controlar algumas coisas.
Podemos estudar antes de investir.
Podemos cuidar das nossas finanças.
Podemos evitar comprometer as despesas da casa.
Podemos manter nossa reserva de emergência.
Podemos diversificar.
Podemos fazer aportes dentro das nossas possibilidades.
E podemos lembrar constantemente qual é o objetivo que nos fez começar.
Nosso plano continua
Momentos de incerteza fazem parte da vida de quem investe.
Para nós, eles também fazem parte do aprendizado.
Hoje entendemos que não precisamos ter todas as respostas para continuar caminhando.
Precisamos ter um planejamento que faça sentido para nossa realidade e estar dispostos a ajustá-lo quando necessário.
Nosso objetivo continua sendo o mesmo: construir, ao longo dos anos, uma situação financeira que nos permita chegar aos 60 com mais tranquilidade.
Não sabemos exatamente como será o caminho até lá.
Mas sabemos que queremos continuar aprendendo, investindo e mantendo nossa estratégia.
Porque, no final, não conseguimos controlar o mercado, mas podemos controlar a forma como planejamos e seguimos nossos objetivos.
Importante
Este artigo apresenta a experiência pessoal do nosso casal e tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não se trata de recomendação ou indicação de investimentos. Cada pessoa possui uma realidade financeira, objetivos, prazos e tolerância aos riscos diferentes. Antes de tomar decisões, é importante conhecer os investimentos, avaliar sua própria situação e, quando necessário, buscar orientação profissional.

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